Out
23
Lançamentos
Administrator Qua, 06 de Janeiro de 2010 01:00 Imprimir E-mail

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Out
11
O PÉ DE SAPUCAIA
Administrator Seg, 13 de Outubro de 2008 01:04 Imprimir E-mail

  Os fins de semana tediosos na Fazenda Campo Alegre eram amenizados com as visitas dos parentes. Ora nós íamos à casa de um deles, ora um deles vinha nos visitar. Eram momentos de muita alegria e diversão. As mulheres se reuniam na cozinha, em torno do fogão de lenha, os homens se aglutinavam no curral dos bois, e as crianças se atiravam no  riacho ou no pomar, onde havia muitas frutas. Era uma verdadeira festa, que se queria nunca ter fim. Todos adoravam e nossas famílias estreitavam os laços de amizade.
     Aliás, todos é exagero. Eu, na verdade, detestava. Não que não gostasse dos parentes, dos primos e das primas. No fundo, eu também gostava. Mas no raso, não era bem assim não. Eu era muito novo e muito tímido. Tinha dez anos. Apesar do carinho que  tinha pelos parentes, tinha dificuldade de me relacionar carinhosamente com eles. Naquele tempo eu era bicho do mato.

 
Out
12
AS DOZE CABEÇASDE CASCAVEL
Administrator Seg, 13 de Outubro de 2008 01:02 Imprimir E-mail

Foi há muito tempo atrás, lá nos grotões da Baixa-Funda. Eu andava muito pelo mato comento frutos silvestres. Certa vez, no fim de tarde, depois de caminhar muito, parei para beber na beira do  Ricardo, um riacho de água cristalina. Depois de improvisar um copo com uma folha de mata-menino, me agachei, enchi o copo de água e o levantei em direção à boca. Quando o copo ia chegando à boca vi, do outro lado do riacho, bem na minha frente, a menos de dois metros de mim, uma enorme onça pintada. A bicha me olhava com sede e fome e mostrava as presas enormes.

   Desesperado, atirei a água na cara da onça, peguei a catana que trazia comigo  e me atirei no mato, correndo tresloucado. Corria que corria. E a onça vinha atrás.

 
Jul
31
A SUCURI
Administrator Qua, 05 de Agosto de 2009 05:45 Imprimir E-mail

Foi pelas bandas do rio Arraia. Ali, num grotão à beira da água morava meu tio Catuné. Homem rude, plantava milho e mandioca. Vivia com a mulher, d. Sinhá. Enquanto ele labutava na roça, Sinhá cuidava da casa, lavava as vasilhas com folha de sambaíba, preparava o franco caipira e colhia buriti no brejo. Pra relaxar, meu tio costumava pescar aos domingos no Poço da Curva. E ia sempre sozinho. Ou melhor, sempre em companhia de seu porquinho Caruncho. E levava, também, um tamborete – detestava sentar no chão – e um cacho de banana farta-guloso.

 
Jul
27
Sejam bem-vindos!
Humberto Milhomem Dom, 27 de Julho de 2008 17:22 Imprimir E-mail
Com muito carinho estamos trabalhando neste site, elaborando artes, traduzindo scripts e o mais importante, iniciando as primeiras publicações. Algumas seções carecem de mais atenção que outras, mas logo o trabalho técnico estará pronto, e outro intelectual e diário iniciará. Acompanhem!

Muito obrigado!

Sílvio Lôbo (webmaster)