Foi há muito tempo atrás, lá nos grotões da Baixa-Funda. Eu andava muito pelo mato comento frutos silvestres. Certa vez, no fim de tarde, depois de caminhar muito, parei para beber na beira do Ricardo, um riacho de água cristalina. Depois de improvisar um copo com uma folha de mata-menino, me agachei, enchi o copo de água e o levantei em direção à boca. Quando o copo ia chegando à boca vi, do outro lado do riacho, bem na minha frente, a menos de dois metros de mim, uma enorme onça pintada. A bicha me olhava com sede e fome e mostrava as presas enormes.
Desesperado, atirei a água na cara da onça, peguei a catana que trazia comigo e me atirei no mato, correndo tresloucado. Corria que corria. E a onça vinha atrás.