Out
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Lançamentos 2012
Administrator Qui, 13 de Outubro de 2011 13:40 Imprimir E-mail

  

 
Jan
01
Lançamentos
Administrator Qua, 18 de Maio de 2011 06:10 Imprimir E-mail

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Mai
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MEUS TRÊS AMORES
Administrator Qua, 18 de Maio de 2011 06:09 Imprimir E-mail

A tarde já caía, lançando o crepúsculo vermelho sobre os horizontes. Há algumas horas eu viajava na garupa do Ruço, colado no corpo da professora. Sentia o cheiro de bálsamo silvestre e, inebriado pelo seu perfume, viajava na fantasia e no devaneio. Corria por um caminho cheio de estrelas, desesperado, o coração palpitante, tentando agarrá-las. Em vão. As minhas pernas não correspondiam aos meus anseios e, desiludido e fatigado, me atirava na areia e me lambuzava todo.
Já não era a primeira vez. Sempre, na sexta-feira, eu era o escolhido para deixar a professora em casa, na Boa Lembrança. Outras vezes já estivera lá, cercado de moças bonitas, todas irmãs da professora. O seu pai, um senhor de idade já avançada, tinha a cabeça meio baixa, o olhar distante e o jeito brincalhão. Adorava contar piada e, não raro, soltar gases. Sempre que o fazia, dava enormes gargalhadas e saía perguntando quem fora. Quando ele me perguntava, eu morria de vergonha. Me sentia um peixe fora d’água, um bicho do mato, todo desajeitado.

 
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O PÉ DE SAPUCAIA
Administrator Seg, 13 de Outubro de 2008 01:04 Imprimir E-mail

  Os fins de semana tediosos na Fazenda Campo Alegre eram amenizados com as visitas dos parentes. Ora nós íamos à casa de um deles, ora um deles vinha nos visitar. Eram momentos de muita alegria e diversão. As mulheres se reuniam na cozinha, em torno do fogão de lenha, os homens se aglutinavam no curral dos bois, e as crianças se atiravam no  riacho ou no pomar, onde havia muitas frutas. Era uma verdadeira festa, que se queria nunca ter fim. Todos adoravam e nossas famílias estreitavam os laços de amizade.
     Aliás, todos é exagero. Eu, na verdade, detestava. Não que não gostasse dos parentes, dos primos e das primas. No fundo, eu também gostava. Mas no raso, não era bem assim não. Eu era muito novo e muito tímido. Tinha dez anos. Apesar do carinho que  tinha pelos parentes, tinha dificuldade de me relacionar carinhosamente com eles. Naquele tempo eu era bicho do mato.

 
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AS DOZE CABEÇAS DE CASCAVEL
Administrator Sáb, 25 de Dezembro de 2010 17:09 Imprimir E-mail

Foi há muito tempo atrás, lá nos grotões da Baixa-Funda. Eu andava muito pelo mato comento frutos silvestres. Certa vez, no fim de tarde, depois de caminhar muito, parei para beber na beira do  Ricardo, um riacho de água cristalina. Depois de improvisar um copo com uma folha de mata-menino, me agachei, enchi o copo de água e o levantei em direção à boca. Quando o copo ia chegando à boca vi, do outro lado do riacho, bem na minha frente, a menos de dois metros de mim, uma enorme onça pintada. A bicha me olhava com sede e fome e mostrava as presas enormes.

   Desesperado, atirei a água na cara da onça, peguei a catana que trazia comigo  e me atirei no mato, correndo tresloucado. Corria que corria. E a onça vinha atrás.

 
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